Escrito em por . Atualizado em 27/11/2018 15:44h.

Pastores se revezam para dar continuidade ao culto. / Foto: Reprodução Twitter - @hayarpi_3

Pastores se revezam para dar continuidade ao culto. / Foto: Reprodução Twitter – @hayarpi_3

A Igreja Bethel, em Haia tem mantido um culto contínuo há cerca de um mês, na tentativa de impedir a deportação de uma família de refugiados armênios.

A família Tamrazyan, fugiu da Armênia em 2009 por conta do ativismo político do pai, e há 3 anos, participam da igreja Gereformeerde Kerk, no município Katwijk. No mês de setembro, a família soube que existia uma ordem de deportação contra eles.

O medo de ter que voltar para Armênia, motivou a filha mais velha, Hayarpi Tamrazyan, de 21 anos, publicou um vídeo
em uma mídia social, explicando a situação da família e pedindo ajuda em nome de seus irmãos.

A família, que estava residindo em um centro local para pessoas que pedem asilo, se abrigou nos salões do prédio da igreja Gereformeerde Kerk, alegando que não se sentiam seguros no asilo. Porém, apesar do abrigo, os Tamrazyan ainda estavam em perigo de ser deportados. Comovendo assim, o pastor da Igreja Bethel de Haia, Axel Wicke, que se prontificou em acolher a família e conduzir orações de forma contínua, em sua igreja.

Desde o dia 26 de outubro, pastores voluntários de diferentes lugares da Holanda têm se revezado para manter o serviço de forma contínua, tendo em vista que segundo a lei holandesa, as autoridades não podem entrar na igreja enquanto as orações estão em andamento. Já são contabilizadas mais de 700 horas de culto.

A iniciativa da igreja e de todos os membros da comunidade religiosa da Holanda que estão sendo solidários com a família participando dos momentos e levando ajuda, estão sendo motivo de agradecimento por parte de Hayarpi Tamrazyan, nas redes sociais.

O gesto está sendo repercutido em todo o mundo e a hashtag #KerkasielBethel, que significa “Asilo da Igreja Bethel”, em holandês, tem sido usada para demonstrar apoio.

O presidente do conselho geral dos ministros protestantes da Holanda, Theo Hettema, acredita que o serviço de revezamento ainda terá que funcionar por um tempo. Em suas redes sociais, ele incentiva que mais pessoas possam se tornar voluntários na igreja durante este momento.
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Fonte: Euronews