Escrito em por . Atualizado em 04/10/2017 13:54h.

Marawi-evacuation-center-June-2017

[Centro de evacuação em Marawi, junho de 2017. (Foto: World Watch Monitor)]

Um programa lançado pela Igreja Católica, com o fim de reconstruir a cidade de Marawi, no sul das Filipinas, após os meses de luta entre grupos islâmicos e militares, contará com o suporte do maior grupo rebelde islâmico Moro Islamic Liberation Front. O grupo iniciou conversações de paz com o governo e nos últimos meses tentou auxiliar nos esforços para resgatar civis dos combates em Marawi.

Segundo o portal Asia News, o grupo islâmico irá fornecer segurança para o programa da igreja, enquanto ela tenta alcançar milhares de pessoas que estão deslocadas por conta da violência, incluindo 13 comunidades costeiras que foram afetadas pelo embate.

O arcebispo de Marawi, Edwin de la Peňa, conheceu o líder da frente, Al Haj Murad Ebrahim, em uma reunião sediada pela Comunidade de Sant’Egidio em Roma, onde Ebrahim prometeu ajudar a igreja em seus esforços de reconstrução, cura e paz para a cidade.

O arcebispo também encorajou outras comunidades cristãs a se envolver: “É um momento crítico na história das relações muçulmana e cristã em Marawi… Isto nos aproximará ou nos afastará mais ainda,” disse ele.

Um líder católico e outros 13 cristãos ficaram como reféns pelo grupo islâmico Maute, que sitiou a cidade em 23 de maio, incendiando edifícios, incluindo uma catedral e uma faculdade protestante, e erigindo as bandeiras traseiras do grupo do Estado islâmico.

Dois dos reféns, o padre  Teresito “Chito” Suganob e um professor do colégio conseguiram escapar no dia 16 de setembro, quando os rebeldes foram retirados da cidade pelos militares.

Embora as Filipinas seja um país majoritariamente cristão, a ilha do sul de Mindanao tem uma forte presença muçulmana e é o lar de uma série de grupos extremistas violentos – incluindo Maute, Abu Sayyaf e Bangsamoro Islamic Freedom Fighters – que durante as últimas quatro décadas procurou a independência da ilha, na esperança de criar um estado islâmico independente.

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Fonte: World Watch Monitor
Por: Redação l ANAJURE