Escrito em por . Atualizado em 03/06/2014 14:05h.

European Commission

Madri, 28 de maio de 2014 – A instituição espanhola Foro de la Família denuncia que a Comissão Europeia, após as recentes eleições, adotou o acordo de depreciar mais de um milhão de cidadãos europeus que através da iniciativa “Um de Nós” propôs que a União Europeia (UE) deixasse de financiar investigações que implicam na destruição de embriões humanos e no financiamento do aborto em outros países. Durante um momento em que toda a Europa faz eco ao caráter pouco democrático e alheio às preocupações reais dos cidadãos das instituições europeias, a rejeição da iniciativa popular que foi subscrita por cidadãos europeus é uma triste demonstração de como os órgãos do Governo da UE se preocupam mais em satisfazer os lobbies econômicos e empresariais do que com as demandas dos cidadãos europeus.

A decisão da Comissão Europeia, de não aceitar a proposta “Um de Nós”, reconhece expressamente que a UE está financiando neste momento, com mais de 156 milhões de euros, investigações que supõem a manipulação de células-mãe de embriões humanos, isto é o mesmo que mais de um milhão de cidadãos europeus pediram, com sua assinatura, que não se faça.

Para o presidente do Foro de la Família, Benigno Blanco, “a rejeição por parte da Comissão Europeia da iniciativa popular ‘Um de Nós’ distancia às instituições europeias dos sentimentos dos cidadãos da União; e expõe publicamente que neste momento a União Europeia prefere servir a interesses econômicos particulares a defender os direitos humanos, como a respeito do direito à vida do embrião humano que foi definido pelo Tribunal de Justiça da UE como porta-voz da dignidade humana. Em uma Europa na qual a dignidade do embrião humano vale menos que os interesses econômicos de determinados lobbies empresariais, não é estranho que se suscite a rejeição de uma parte do eleitorado europeu que se abstêm nas eleições europeias ou vota em partidos que põem em questão a atual estrutura da União. Esperamos que no Parlamento Europeu haja deputados que exijam à nova Comissão Europeia, que será constituída em breve, que revisem esta decisão, para demonstrar uma nova sensibilidade, que aberta à voz dos cidadãos europeus, passe a imperar no Governo da União Europeia no futuro.

“Se a burocracia da UE com decisões como esta segue afastando-se da voz expressada pelos cidadãos europeus, e a União segue se distanciando da melhor tradição ética de compromisso com os direitos humanos da Europa, o futuro da própria UE estará em jogo”, afirmou o presidente do Foro de la Familia.

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FONTE: Foro de la Familia
TRADUÇÃO: Samara Ruana l ANAJURE