Escrito em por . Atualizado em 17/08/2017 11:42h.

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[Igreja Batista em Omdurman que foi demolida esta semana. (Foto: Open Doors International)]

A Igreja Batista em Omdurman, localizada a leste da capital Cartum, estava na lista das 27 igrejas designadas para ser demolidas pelo governo sudanês, divulgada no ano passado, sob a afirmação de que estavam violando os propósitos designados da terra em que foram construídas.

Em março, após visita do enviado especial da União Europeia para Liberdade Religiosa e de Crença, Ján Figel, algumas destas demolições haviam sido temporariamente interrompidas. Mas, precedida por outras, no dia 2 de agosto, a ordem de demolição da Igreja Batista foi cumprida. Diante das difíceis condições que vem enfrentando ao longo desse período, em maio, a Igreja Cristã Sudanesa (SCOC, sigla em inglês) escreveu uma carta aberta ao governo Sudão (Veja mais aqui).

Enquanto isso, um dia antes da demolição da Igreja Batista (1 de agosto), os deputados haviam rejeitado a ordem do Ministro da Educação, Farah Mustafa, que ordenava que todas as escolas cristãs em Cartum deveriam abrir aos domingos. Segundo a Rádio Tamuzuj, Mustafa emitiu um comunicado na semana passada, pedindo que as escolas dirigidas por cristãos aderissem aos dias de fim de semana do país, sexta-feira e sábado, obrigando-os a tratar os domingos como um dia de trabalho.

As igrejas se queixaram, argumentando que o domingo foi um dia de folga para as escolas da igreja desde a sua fundação no Sudão. “A decisão do governo de abolir os domingos para as escolas cristãs é um ato de discriminação contra os cristãos no Sudão”, disse um líder da igreja.

O Vice-Presidente da Assembléia do Estado de Cartum, Mohammed Hashim, disse que o pedido não foi bem pensado. Ele pediu ao Ministro da Educação que revogasse sua decisão por uma questão de convivência pacífica. O Sr. Hashim explicou que as escolas cristãs operam no Sudão durante anos no sistema Sábado-Domingo e que não há evidências de que isso dificulte seu desempenho acadêmico. O Sr. Mustafa defendeu seu pedido dizendo que apenas havia dado instruções de que todas as escolas deveriam manter o calendário adotado pelo conselho de ministros.

Enquanto os cristãos em alguns outros países de maioria muçulmana adoram nas sextas-feiras, os cristãos sudaneses são cautelosos com o que eles acreditam ser uma campanha do governo para erradicar o cristianismo no Sudão.

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Fonte: World Watch Monitor
Por: Redação l ANAJURE