Escrito em por . Atualizado em 11/05/2017 17:48h.

sudaneses

O reverendo sudanês Hassan Abduraheem e o ativista Abdulmonem Abdumawla que estavam cumprindo pena de 12 anos de prisão por espionagem receberam perdão presidencial e foram libertos hoje (11).

Os dois haviam sido condenados em janeiro por suportamente “incitar o ódio entre as seitas” e de “propagar notícias falsas”. Em março, durante uma visita a Cartum de Jan Figel, enviado especial da União Europeia para a liberdade de Religião e Crença, o mesmo pediu um perdão presidencial para o reverendo Abdurahem e para Abdumawla.

Após a libertação concedida por meio de perdão presidencial ao nativo Petr Jašekm, que havia sido preso pelos mesmos motivos que os dois homens, os fundamentos jurídicos para a continuação da prisão de ambos foram enfraquecendo e culminaram na libertação incondicional dos dois.

O reverendo juntamente com Abdumawla estavam presos desde dezembro de 2015. Durante esse período não lhes era permitido comunicação. Eles não tiveram acesso às suas famílias, advogados e nem mesmo a tratamento médico.

A libertação dos dois homens ocorre num período de grande pressão governamental sobre as minorias étnicas e religiosas do Sudão. No dia 7 de Maio, a última igreja remanescente no distrito de Soba Arabi no sudeste de Cartum, foi demolida. A igreja pertencia à denominação Igreja de Cristo no Sudão (SCOC), onde o reverendo Abduraheem serviu como ministro e vice-moderador antes da sua prisão em dezembro de de 2015.

Mervyn Thomas, chefe excutivo da Christian Solidarity Worldwide (CSW), em relação ao fato, disse: “Saudamos a libertação do reverendo Abduraheem e de Abdumawla e estamos felizes no fato de que eles finalmente podem retornar às suas famílias após os 17 meses de detenção. Apesar disso, esse caso destaca nossas profundas preocupações com relação ao estado de direito do Sudão e a politização do sistema de justiça criminal pelos Serviços Nacionais de Inteligência e Segurança que perseguiram o caso contra eles. Continuamos a exortar o governo a rever e reformar os poderes deste órgão e a pôr fim à segmentação de minorias religiosas e étnicas por motivos espúrios.”

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Com informações da CSW
Por: Redação l ANAJURE