Escrito em por . Atualizado em 06/03/2018 15:38h.

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[Na Somália, os cristãos idosos não só temem militantes islâmicos, mas também membros da família “que se tornaram intolerantes e não os entendem”. (Foto: World Watch Monitor) / GPJ Kenia – Agenzia Fide)

Em Mogadíscio, capital da Somália, um pequeno grupo de 30 cristãos anciãos vive sob constantes ameaças dos militante islâmicos e até mesmo de seus parentes. Muitos deles são mortos por seus próprios familiares que os consideram traidores por terem apostatado da fé islâmica.

A mera suspeita de conversão pode levar à execução pública. Segundo informações da organização Portas Abertas, no  artigo 2 da constituição da Somália, o islã é tido como religião oficial e a mudança para uma outra vertente religiosa é vista como uma prática ilegal que deve ser combatida. Na lista publicada em 2018 sobre os países mais hostis ao cristianismo a Somália aparece em 3º lugar. [leia mais]

O sistema tribal que estrutura a sociedade é um fator fundamental que contribui para a perseguição religiosa. De acordo com a Portas Abertas, “somente em 2012 o povo elegeu seu primeiro presidente, após mais de 20 anos sem um governo central. Por um longo período, a falta de leis no país abriu espaço para o crescimento do extremismo religioso.”

Além da repressão familiar, os cristãos somalis também sofrem com os ataques de grupos extremistas. No mês passado, o World Watch Monitor informou que o Estado Islâmico tornou-se ativo na Somália e que os ex-membros da Al-Shabaab se juntaram ao grupo. Segundo o WWM,  o grupo islâmico militante Al-Shabaab, afiliado da Al-Qaeda, foi fundado na Somália para “libertar” o país de todos os cristãos.

Stefano Tollu, capelão militar do contingente italiano de Eutm Somália, informou à Agência Fides o relato de Moisés (pseudônimo), um missionário salesiano, agora sacerdote na diocese de Faenza e que serve no ordenamento militar da Itália. Ele disse: “aqueles nascidos nos anos 90 tornaram-se intolerantes e não entendem seus anciãos que professam o cristianismo. Portanto, os anciãos fogem, vão longe de seus filhos e netos.” Ele acrescentou que alguns cristãos” foram mortos pelos filhos de seus filhos”.

“No momento não há condições de segurança para que um sacerdote realize seu serviço pastoral em Mogadíscio de forma pacífica. Espero que no futuro, uma vez que o país tenha sido liberto da infiltração terrorista, seja possível recriar as condições mínimas para a presença cristã na cidade. No momento, prometi orar por eles durante a missa. Estamos unidos na oração diária, somos irmãos em Cristo, mesmo que hoje sejamos são forçados a esconder nossa fé “,  disse o padre Tollu à Fides.

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Por: Redação l ANAJURE
Com informações do World Watch Monitor, Agência Fides e Portas Abertas.