Escrito em por . Atualizado em 20/10/2017 17:16h.

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[Rua fortemente destruída em Raqqa, Síria, 19 de outubro de 2017 – ABC News]

Milícias árabes e curdas apoiadas por tropas dos Estados Unidos afirmaram no último dia 17 que conseguiram reconquistar a cidade de Raqqa, situada no centro-norte da Síria. Em 2014 a cidade passou a ser considerada pelo Estado Islâmico (EI) como a capital do terrorismo. O porta voz da aliança, Talal Sello, disse à agência de notícias AFP que Raqqa já está sob comando das Forças Democráticas Sírias (FDS).

Em junho deste ano, com o apoio da tropa liderada pelos Estados Unidos, as FDS  entraram e conquistaram parte da cidade. No último fim de semana, a aliança internacional permitiu a retiradas de jihadistas e suas famílias.

A reconquista de Raqqa representa um abalo de poder para o grupo terrorista que recentemente teve outras importantes perdas territoriais. A entrega oficial da cidade deverá ocorrer nesta sexta-feira (20).

O Secretário Executivo da ANAJURE Refugees, Igor Sabino, comentou que a conquista de Raqqa, assim como de outros territórios que antes eram ocupados pelo Estado Islâmico, significa um novo período na história do Oriente Médio, no qual atores políticos Xiitas, como o Irã e o grupo paramilitar libanês Hezbollah, terão primazia na nova balança de poder da região. Isso se dá pelo papel que tanto o Hezbollah quanto milícias xiitas patrocinadas pelo Irã têm desempenhado na reconfiguração política do Iraque após a derrota do EI. Para Igor, é perigoso achar que o Estado Islâmico foi derrotado porque perdeu território. Ele pontua: “de fato, o território era a base para que o EI pudesse afirmar que era um califado internacional, porém a ideologia do Estado Islâmico permanece viva e isso é um grande desafio para a sociedade internacional”.

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Por: Redação l ANAJURE