Escrito em por . Atualizado em 12/03/2018 14:45h.

xmenina-siria-2.jpg.pagespeed.ic.Qmnr38moREA organização humanitária francesa “Syria Charity” publicou na última sexta-feira (23) um vídeo sobre a situação na Síria. No vídeo, uma menina chora e faz um desabafo sobre as condições do país, apelando aos demais países do Oriente Médio por ajuda. A criança também criticou o governo de Bashar-al Assad e a participação da Rússia na guerra. Ela faz parte dos cerca de 400 mil habitantes da Ghouta Oriental, uma região controlada por rebeldes desde 2012, que começou a ser bombardeada intensamente no dia 18 de fevereiro.

A ANAJURE entende que a comunidade internacional deve investigar as denúncias de violação aos direitos humanos de todos os lados envolvidos no conflito, e se unir em busca de uma solução urgente para a guerra na Síria, que já dura sete anos.

“Nós apenas queremos algo para comer. Por favor, nos salvem deste desastre. Todos os dias há bombardeios. Nós estamos escondidas em um abrigo subterrâneo. Nós temos medo de sair. Que tipo de vida é essa? Já chega.”, disse a criança.

A Síria vem enfrentando conflitos severos desde março de 2011. Antes do desencadeamento da guerra, os sírios protestavam devido ao desemprego, a corrupção e a falta de liberdade politica. De acordo com a organização Portas Abertas, alguns dos motivos que influenciaram os enfrentamentos foram “as reviravoltas da Primavera Árabe ocorrendo em outros lugares da região; o descontentamento social com uma economia fraca; a repressão violenta das demandas de reformas políticas. Além dos conflitos de classe, divisões rurais/urbanas e liberdade política reprimida.”

O governo reagiu inicialmente com algumas concessões e novas leis, mas posteriormente recorreu ao uso da força miliar e os conflitos armados se alastraram pelo país. Além das divergências politicas, a guerra tomou um rumo sectário devido aos conflitos entre a maioria sunita do país e os xiitas alauítas, o braço do islamismo ao qual pertence o presidente. O Estado Islâmico e outros grupos radicais também tem sido agentes atuantes na guerra.

Uma das razões da durabilidade dos conflitos é intervenção de potências regionais e internacionais, que concede apoio financeiro, político e militar, tanto ao governo quanto à oposição. Os sírios sofrem com os bombardeios e também enfrentam uma forte crise humanitária, devido à escassez de água, dificuldade da entrada de alimentos e à alta inflação que permeia o país.

De acordo com estimativas do Centro Sírio de Pesquisas Políticas (SCPR, sigla em inglês), 470 mil pessoas já morreram desde o início da guerra civil síria e outras 5 milhões já deixaram o país, estima o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

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Fontes: O Globo, G1, Syria Charity, Portas Abertas
Por: Redação l ANAJURE