Escrito em por . Atualizado em 10/07/2017 13:58h.

egitoDentro de um período de oito dias, entre a última semana de junho e a primeira semana de julho, três corpos de homens coptas foram encontrados no Egito, enquanto que em maio um outro homem copta já havia sido morto. A falta de motivos óbvios e os métodos utilizados na morte dos homens sugerem que tais ações possam ter sido realizadas por grupos extremistas ligados ao ISIS, que em Fevereiro prometeu destruir os coptas do Egito, embora nenhum grupo ou indivíduo tenha reivindicado a responsabilidade de tais crimes.

No dia 02 de agosto, um urologista cristão, Albert Fekry, foi encontrado morto em sua própria clínica com um corte no pescoço. O homem de 67 anos foi encontrado por um paciente que havia retornado à clínica em Tala, norte de Monufia, para apresentar os resultados de seu raio-X. Segundo o sacerdote do médico, Fr Youstos Joseph, nada foi levado da clínica. Ele acrescentou que era “estranho” que o assassino tivesse conseguido passar os guardas de segurança da igreja que fica logo atrás da clínica.

No mesmo dia, em Heliopolis, o joalheiro copta Girgis Bushra, 55, foi encontrado morto em sua própria casa. Segundo a polícia, ele foi baleado, mas até agora ninguém foi preso.

Oito dias depois, o corpo de um artista copta também foi encontrado na cidade de Minya, lar de muitos coptas. Michael Nabil Bebawy, 32, não retornou para casa após ter ido à missa.  Ao World Watch Monitor, o cunhado de Michel afirmou que o corpo do artista tinha sido jogado em trilhos ferroviários perto da estação e sua cabeça foi encontrada ao lado de seu corpo. A polícia afirma que o caso foi um acidente de trem, contudo o Sr. Adel, um advogado, afirmou que um motorista do trem informou ter visto três pessoas despejar um corpo em uma seção das faixas. O advogado disse que ele temia que o Sr. Bebawy tivesse sido assassinado por extremistas, como aqueles que massacraram 28 coptas em uma viagem de ônibus pelo deserto em maio, ou membros do ISIS que decapitaram 20 coptas na Líbia em 2015.

Dois dias antes do ataque ao ônibus, no dia 24 de maio, um empreiteiro copta foi encontrado morto em seu local de trabalho por dois dos seus colegas de trabalho. Magdy Zekry Abdel Malak, 40, estava com um único corte no pescoço e em posse de sua carteira. A polícia ainda não prendeu ninguém. O primo de Magdy, Malak Rizk, disse ao World Watch Monitor que ele acreditava que Malak  havia sido morto “por ser um cristão”, descartando o roubo como hipótese para motivação do crime, devido a posse da carteira com seu primo.  

Um decreto de estado de emergência que está em vigor desde os ataques ocorridos em duas igrejas no Domingo de Ramos não impediu ataques novos e subsequentes contra coptas, que se queixam de um estado de indiferença da parte da polícia.

Segundo o Frei Bishop Hakim, da cidade de Tala, onde o Dr. Albert Fekry foi morto, o governo deve ser responsabilizado por não proteger os coptas, e por agir de modo discriminatório, o que resulta na manutenção inesgotável desses crimes terríveis.

“As forças de segurança não estão preocupadas com a proteção de coptas. Forçam relatórios e não se incomodam em prender os assassinos. Os extremistas têm permissão para agir com impunidade, o que encoraja os outros a repetir esses ataques”, afirmou.

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Com informações do World Watch Monitor
Por: Redação l ANAJURE