Escrito em por . Atualizado em 19/02/2019 11:49h.

imagesEm 19 de fevereiro de 2018, Leah Sharibu estava entre as 110 meninas raptadas da escola enquanto assistiam aula, em Dapchi, durante ataque do grupo terrorista Boko Haram. A adolescente tinha 14 anos e era a única cristã do grupo, que tinha maioria muçulmana. Enquanto todas as suas colegas de classe foram libertas no mês seguinte após negociações do governo, Leah teve sua liberdade negada devido à sua recusa de conversão ao islã. A garota permanece mantida em cativeiro desde então.

Nesta terça-feira (19), a Christian Solidarity Worldwide (CSW) realizará um protesto em Londres, no Alto Comissariado da Nigéria, e pedirá ao governo nigeriano que apresse a libertação de Sharibu e de outras meninas sequestradas em Chibok, no estado de Borno, desde abril de 2014.

O Chefe Executivo da CSW, Mervyn Thomas, disse: “Leah Sharibu está agora nas mãos desse grupo violento há 365 dias e estamos profundamente preocupados com a falta de ação do governo para garantir sua libertação. Continuamos a pedir ao governo da Nigéria para fazer tudo o que estiver ao seu alcance e acelerar a libertação desta corajosa estudante. Também pedimos ao governo da Nigéria que garanta que o exército esteja suficientemente equipado para combater o Boko Haram de forma eficaz”.

A Nigéria também se prepara para a realização de suas eleições gerais, a ocorrer no dia 23 de fevereiro,  depois de um tenso adiamento há apenas cinco horas antes da data oficial do pleito, que seria em 16 de fevereiro. A data foi adiada após uma reivindicação televisionada do governador do estado de Kaduna, Nasir El-Rufai, que denunciava a morte de 66 pessoas na véspera da eleição em Kajuru, com insinuações de que as vítimas eram em grande parte mulheres e crianças do grupo étnico Fulani. Essa denúncia tem sido amplamente refutada, inclusive pela Agência de Gerenciamento de Emergências da Nigéria (NEMA), mas causou bastante tensão no país.

Neste sentido, a CSW também pedirá no protesto de hoje em Londres que as autoridades nigerianas garantam eleições gerais justas e livres de violência. “Exortamos o governo a não recorrer à força letal contra os suspeitos de interferir na votação e a seguir o devido processo, prendendo-os e levando-os a julgamento. Também pedimos a todos os que ocupam posições de poder na Nigéria que promovam a unidade e se abstenham de recorrer a declarações que dividem comunidades já frágeis e prejudiquem ainda mais a sociedade”, disse Mervyn Thomas.

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Por: Redação l ANAJURE
Com informações da CSW