Escrito em por . Atualizado em 05/03/2018 11:44h.

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[Uma família cristã no norte de Camarões olha o que resta de sua casa depois que ela foi queimada em 23 de fevereiro pelos militantes de Boko Haram (World Watch Monitor)]

O grupo radical islâmico Boko Haram continua a realizar ataques na Nigéria, local de origem dos militantes. Seus objetivos principais são erradicar a influência e princípios ocidentais e implantar uma república islâmica de forma violenta. Eles agem através de atentados e sequestros, principalmente de mulheres, com o intuito de avançar territorialmente.

No dia 23 de fevereiro, os radicais atacaram duas aldeias nigerianas, Virkaza e Tchebechebe, ao norte de Camarões. Uma pessoa morreu no ataque e mais de 100 cabanas foram incendiadas; uma igreja católica e uma escola também foram destruídas pelo fogo.

Segundo informações da World Watch Monitor, de acordo com um sobrevivente, militantes de Boko Haram chegaram nas aldeias “e simplesmente fizeram o que queriam. O exército disparou de longe e os atacantes pararam sua carnificina por um tempo, mas, quando não conseguiram ouvir tiros, os atacantes simplesmente começaram a queimar novamente, atacando as duas aldeias ao mesmo tempo”.

Os sobreviventes relataram que devido ao fato da área ser de difícil acesso, não houve resistência das forças de segurança. Os rebeldes deixaram a área por volta das 2:00h da manhã e fugiram pela fronteira da Nigéria.

Um outro ataque no início de fevereiro em Gitawa deixou seis mortos, incluindo uma mulher grávida. Cinco das vítimas eram cristãs. O grupo também reivindicou a responsabilidade pelo ataque de 15 de janeiro ocorrido em Roum, que deixou quatro mortos depois que os militantes invadiram a aldeia e incendiaram casas e duas igrejas. No dia 17 de janeiro, militantes de Boko Haram incendiaram quatro casas em Dafidalo.

Em agosto de 2017, os militantes do Boko Haram sequestram  seis irmãos de Moskota, depois de matar seu pai. Todas as crianças com idades compreendidas entre os 3 e os 15 anos conseguiram escapar quando a guarda ficou adormecida. Eles foram encontrados por vigilantes e entregues aos militares em Camarões.

Em 2017 ocorreram 32 ataques nos Camarões, dois no Chade e sete no Níger, de acordo com a BBC. Houve menos ataques transfronteiriços no ano passado (41) do que em 2016 (47), mas as incursões foram feitas nos mesmos três países, todos os quais fazem fronteira com o nordeste da Nigéria – a fortaleza do grupo. Houve 80 ataques do Boko Haram na Nigéria em 2016 e 109 em 2017. Os números mostram uma crescente ênfase no uso de ataques suicidas na Nigéria e nos Camarões.

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Por: Redação l ANAJURE
Com informações do World Watch Monitor