Escrito em por . Atualizado em 30/08/2017 11:15h.

Talibe

[Foto: Crianças do nordeste da Nigéria – World Watch Monitor]

Após um período de suposta calma, a região do Extremo Norte dos Camarões, ao longo da fronteira da Nigéria, testemunhou um aumento dos ataques do Boko Haram nos últimos dias.

No dia 6 de agosto, oito crianças foram mortas durante um ataque suicida em Amchide. O “homem-bomba” suicida era uma criança pequena que conheceu as outras crianças enquanto brincavam fora durante a noite em que detonou suas bombas.

De acordo com o líder de uma igreja local, as oito crianças que morreram haviam frequentado a Escola Dominical da União de Igrejas Evangélicas (UEEC, sigla em inglês) em Amchide.  

O recurso de utilizar crianças como suicidas pelo Boko Haram não é novo. Segundo a UNICEF, o grupo enviou quatro vezes mais crianças suicidas neste ano do que em todo o ano de 2016, com ações no nordeste da Nigéria. A organização também afirmou que estava “extremamente preocupada com um terrível aumento no uso cruel e calculado das crianças, especialmente meninas, como “bombas humanas” no nordeste da Nigéria. O uso de crianças dessa maneira é uma atrocidade”.

83 crianças foram usadas como suicidas desde 1 de janeiro de 2017, entre elas 55 meninas, na maiorias das vezes menores de 15 anos, e 27 meninos. Em um dos casos foi utilizado um bebê amarrado a uma garota. Já em 2016, 19 crianças foram usadas.

Outros ataques:

Em 17 de agosto, o ancião cristão, Adamu Nguda, foi morto durante um ataque noturno realizado pelo grupo islâmico radical na aldeia de Moskota. Os assassinos de Adamu também sequestraram 6 filhos do ancião, que têm idades entre 3 e 15 anos. Já sua esposa foi deixada para trás em um estado de choque. No mesmo dia, indivíduos atearam fogo em um número indeterminado de propriedades.

Os recentes ataques têm feito o medo retornar aos cristãos locais; alguns já começaram a fugir e deixar suas casas.

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Fonte: World Watch Monitor
Tradução: Redação l ANAJURE