Escrito em por . Atualizado em 31/01/2018 11:09h.

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De acordo com a organização Christian Solidarity Worldwide (CSW), a liberdade religiosa em Cuba ainda é violada, apesar do governo afirmar o contrário. As autoridades cubanas continuam a restringir severamente eventos religiosos públicos e líderes de igrejas de várias denominações relatam assédio, vigilância do setor de Segurança do Estado e dos funcionários do Partido Comunista responsáveis por assuntos religiosos; além de informantes do governo que monitoram as atividades da igreja, restringindo o direito dos cubanos de adorarem livremente.

Em 2017, a CSW  lançou um novo relatório sobre violações da liberdade de religião ou crença (FoRB – sigla em inglês) em Cuba. Ao longo do ano, a CSW registrou um total de 325 violações, e uma delas é o caso de Misael Díaz Paseiro, preso no dia 22 de novembro de 2017, sob acusação de “perigosidade social pré-criminal” e que cumpre pena de três anos e meio de detenção. Ele foi preso depois que criticou as eleições realizadas no outono de 2017, e suas crenças religiosas também eram um alvo específico do governo. Desde a prisão, foram negados a Misael a visita de um padre e o acesso a uma bíblia.

Ele já havia sofrido outros embates do governo. Segundo informações do ativista de direitos humanos, Jorge Luis García Perez, em 22 de outubro de 2017, agentes da segurança do estado invadiram a casa de Misael e confiscaram duas bíblias, uma série de crucifixos e cinco rosários; no dia 04 de novembro de 2017 ele foi espancado por agentes da polícia política, que despedaçaram os rosários do seu pescoço e lhes disseram: “Misael, além de ser um contra-revolucionário, você também é um cristão. Você deve nos olhar, somos revolucionários e não acreditamos em seu deus. Nosso deus é Fidel Castro.”

Neste mês de janeiro de 2018, a esposa dele, Ariana López Roque, terminou um protesto após 19 dias de greve de fome, depois que as autoridades cubanas fizeram promessas verbais de respeitarem os direitos de seu esposo. Ela também sofreu represálias durante a greve de fome, pois teve por duas ocasiões a visita de um pastor local impedida pela polícia política.

O Chefe executivo da CSW, Mervyn Thomas, disse: “Estamos profundamente preocupados com o bem-estar de Ariana López Roque e seu marido, Misael Díaz Paseiro. Condenamos as restrições do governo em seus direitos às visitas e materiais religiosos. Infelizmente, nossa documentação mostra que o governo não fez nenhuma tentativa séria de melhorar a proteção da liberdade de religião ou crença “.

Leia mais sobre a liberdade religiosa em Cuba neste Link.

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Por: Redação l ANAJURE
Com informações da Christian Solidarity Worldwide (CSW)