Escrito em por . Atualizado em 06/06/2018 14:01h.

89b2db38bea8ba4380bf52c8c2d78b9a[Foto: Christian Solidarity Worldwide (CSW)]

Um cristão iraniano chamado Mohammadali Yassaghi, conhecido como Estifan, enfrenta acusações falsas após sua prisão em 10 de abril de 2018.  Ele foi acusado de espalhar propagandas contra o governo, e depois transportado para a prisão de Babol na província de Mazandaran. Estifan é membro da denominação da Igreja do Irã e professa a fé em Cristo há 20 anos.  De acordo com a Christian Solidarity Worldwide (CSW), a prisão dele faz parte de uma campanha oficial em curso que visa atingir os cristãos por meio de intimidações, prisões,  acusações falsas e condenações excessivas.

No Irã, o Cristianismo é visto como uma influência ocidental e, portanto, uma ameça à identidade da República Islâmica. A maior forma de perseguição ocorre em âmbito nacional por meio do governo e dos funcionários públicos.  De acordo com a organização Portas Abertas, de novembro de 2016 a outubro de 2017 foram registradas 52 prisões de cristãos. Muitos foram processados e sentenciados, e outros aguardam julgamento.

Recentemente, quatro cristãos que haviam sido condenados por ‘agir contra a segurança nacional’  e por ‘promover um Cristianismo Sionista’ viram suas sentenças de dez anos serem mantidas em recurso. O pastor Yousef Nadarkhani, Mohammadreza Omidi (Youhan), Yasser Mossayebzadeh e Saheb Fadaie, também da Igreja do Irã, tiveram suas sentenças de dez anos mantidas em apelação pelas autoridades iranianas em Rasht  no dia 2 de maio.

O diretor executivo da CSW, Mervyn Thomas, disse: “Estamos profundamente preocupados com o uso contínuo do sistema de justiça criminal para suprimir o direito à liberdade de religião ou crença no Irã. A prisão de Yassaghi viola a constituição iraniana, que reconhece o direito da comunidade cristã à liberdade de religião ou crença, e também é contrária às obrigações do Irã sob os pactos internacionais dos quais é signatária. Pedimos às autoridades iranianas que retirem todas as acusações contra Yassaghi e que o libertem. Também pedimos à comunidade internacional que encoraje o Irã a cumprir sua própria constituição e a encerrar sua campanha de assédio contra as minorias religiosas ”.

Dr. Uziel Santana, presidente da ANAJURE, reitera as palavras de Thomas e ressalta o importante papel que o Brasil pode ter na mediação de casos como esse: “O Brasil e o Irã possuem relações bilaterais bastante estreitas, que envolvem até mesmo um histórico considerável de  troca de visitas oficiais entre os líderes das duas nações. Dessa maneira, creio que seria de grande importância para a promoção da liberdade religiosa no cenário internacional se o Brasil utilizasse esse canal diplomático a fim de tratar de casos como esses junto à República Islâmica do Irã.”

Para mais informações sobre o caso, escreva ao  Secretário Executivo do ANAJURE Refugees, Igor Sabino, em secretaria.refugees@anajure.org.br.

___________________________

Redação / ANAJURE