Escrito em por . Atualizado em 02/08/2017 17:04h.

bandageUm cristão etíope foi atacado por um grupo de muçulmanos que estavam armados com facões. O ataque resultou em profundos cortes na parte de trás da sua cabeça e ocorreu em 16 de Julho, levando o homem de 27 anos a passar por uma cirurgia delicada para salvar sua vida.

O cristão (que por motivos de segurança não pode ser identificado) foi atacado em Hirna, uma cidade rural situada a 400 KM no leste da capital, Addis Ababa. A clínica local o encaminhou para o hospital nas proximidades de Asebeteferi que, por sua vez, o enviou para Adama, onde um médico, acreditando que ele iria morrer a caminho de um hospital maior, operou suas feridas. Embora ele ainda não esteja bem, a cirurgia o estabilizou suficientemente para que fosse levado a um centro mais especializado em outro lugar.

Uma fonte afirmou ao World Watch Monitor que os muçulmanos que atacaram o homem estava irritada porque ele estava evangelizando. Antes de ir à casa do cristão, eles danificaram antes o telhado da Full Gospel Church.

De acordo com a Open Doors International, que produz anualmente a Lista Mundial sobre os países onde é mais difícil viver como um cristão, a violência religiosa na Etiópia aumentou. Mais de 100 incidentes foram registrados em 2016, incluindo ataques físicos a pessoas e empresas, prisões e assassinatos.

Mas os cristãos enfrentam outros tipos de perseguição. Um muçulmano, que se converte ao cristianismo, será provavelmente excluído por membros da família e lhe será negado o direito à herança e à guarda dos filhos. Os cristãos evangélicos também enfrentam desafios com a Igreja Ortodoxa Etíope mais conservadora, assim como com o governo. O estado de Tigray, no norte da Etiópia, está considerando adotar uma nova lei que proíbe os cristãos de evangelizar fora da igreja, além de dificultar tanto a posse de novas igrejas por cristãos não-ortodoxos como autorização para que sejam feitas reuniões domiciliares.

Contudo, o último censo (2007) mostrou que o cristianismo na Etiópia é ainda a principal religião (63% da população), e ainda está em expansão. Passada uma década, o mapa religioso da Etiópia mudou consideravelmente, pois durante séculos o país consistia em um núcleo etíope ortodoxo cristão, uma zona sunita no leste, e uma área de crença animista/indígena no sul da baixada atingindo o extremo oeste. Nos últimos 10 anos, as crenças indígenas diminuíram, na maioria dos casos cedendo ao cristianismo protestante, que é o grupo religioso que mais rapidamente tem crescido na Etiópia.

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Fonte: World Watch Monitor
Por: Redação l ANAJURE