Escrito em por . Atualizado em 13/10/2017 16:28h.

 

eg-indPadre católico foi esfaqueado até a morte, segundo informações da Egypt Independent.

Samaan Sheta, que é do governo de Beni Suef, ao sul do Cairo, estava visitando a capital para participar de uma conferência quando um homem parou seu veículo e o atacou com uma faca. O homem que o atacou não foi identificado, mas foi preso enquanto a polícia tenta determinar o motivo.

Um jornalista local disse ao Egypt Independent que tem se acreditado que o fato foi um “crime de ódio executado por um extremista afiliado ao ISIS [o grupo do Estado islâmico] ou o salafismo”.

Uma declaração da Igreja Copta no Egito dizia que outro líder religioso, Benjamin Moftah, também foi injuriado durante o ataque no subúrbio de El-Marg, no norte do Cairo.

No mesmo mês, centenas de coptas fugiram da península do Sinai no Egito depois de oito coptas serem assassinados e de os islâmicos publicarem vídeos e folhetos dizendo que, caso os coptas não deixassem a área, seriam mortos.

Em abril ocorreram dois bombardeios em igrejas coptas que mataram 49 pessoas durante os serviços do culto do Domingo de Ramos. Já em 28 de maio, mais coptas foram assassinados em um ônibus em Minya.

Em julho, depois de mais três coptas mortos em apenas oito dias, um sacerdote no Cairo disse: “os coptas enfrentam a campanha mais agressiva contra eles na história do Egito moderno. O governo deve ser responsabilizado por sua falta de proteção. Ele também precisa lutar implacavelmente contra o sectarismo e a discriminação, que produzem um suprimento inesgotável desses crimes terríveis “.

Diante de um contexto em que os cristãos do Egito representam 10% da população, uma das maiores minorias religiosas do oriente médio, neste ano de 2017 eles têm sido vítimas de uma série de atentados terroristas por parte de grupos ligados ao Estado Islâmico.

Segundo Igor Sabino, Secretário executivo da ANAJURE para questões de refugiados e ajuda humanitária, o grupo  terrorista tem sofrido um grande enfraquecimento nos últimos meses, e, perdendo territórios na Síria e Iraque, ele está quase que militarmente derrotado, por isso tem procurado aumentar sua influência no Egito, principalmente na região da Península do Sinai.

Segundo Igor, “a estratégia que o ISIS tem utilizado é a mesma feita no Iraque: criar conflito sectários a fim de estabelecer uma guerra civil entre cristãos e muçulmanos”. “É um momento muito complicado na história do Egito porque o país tem passado por várias crises políticas e econômicas. É muito importante que nesse momento o governo proteja essas minorias e impeça que o Estado Islâmico ponha em prática essa estratégia, como tentou fazer no Iraque, mesmo que, por outro lado, seja impossível 10%  da população ter chance de fazer uma guerra civil, mas ainda assim é uma questão preocupante,” afirmou.

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Fonte: World Watch Monitor
Por: Redação l ANAJURE