Escrito em por . Atualizado em 08/03/2018 11:44h.

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[Foto: Igreja copta no centro egípcio / World Watch Monitor, 2004]

Recentemente, 53 igrejas coptas ortodoxas, católicas e protestantes receberam licenças do governo egípcio para legalizar suas atividades, segundo informou a Agência Fides na semana passada.

As propriedades usadas pelas igrejas e os edifícios anexados nelas já existiam antes da nova lei de construção de prédios para culto, aprovada desde 30 de agosto de 2016 pelo Parlamento egípcio. Porém, o World Watch Monitor informou que mais de 3.000 pedidos de outras igrejas, que precisam passar por um exame numa comissão governamental, ainda estão pendentes. Esta comissão foi criada para analisar se as igrejas cumprem os requisitos legais instaurados pelo governo do Egito.

Samuel Tadros, advogado copta, contou ao site Erm News que o número de licenças aprovadas é muito mínimo comparado à necessidade das igrejas coptas, sobretudo nas áreas remotas e rurais. Outro advogado copta, Joseph Malak, caracterizou a decisão do governo como “decepcionante”,  considerando que representou apenas uma remota fração das 3.615 petições pendentes em várias províncias do Egito.

A maioria das igrejas que apresentaram pedidos – e aguardam avaliação da comissão governamental – foram construídas sem autorização. Contudo, a legislação não exigia requisitos precisos em relação às igrejas antes da lei de agosto de 2016.

Simultaneamente, os coptas celebraram a construção de uma nova igreja, na qual o presidente do país Abdel Fattah el-Sisi alocou o equivalente a meio milhão de dólares. A igreja foi dedicada aos 20 coptas egípcios e um cristão ghandês decapitado em 2015, na Líbia. O templo teve sua inauguração, em 15 de fevereiro, marcada pelo terceiro aniversário de seu assassinato, e se localiza na aldeia de Al-Our, província de Minya, no Alto do Egito.

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Por: Redação l ANAJURE
Com informações do World Watch Monitor