Escrito em por . Atualizado em 05/07/2018 16:52h.

 

Este ano, após quase trinta anos sem conseguir se classificar para um Copa do Mundo, o Egito finalmente conseguiu uma nova chance para participar da competição. Entretanto, apesar da ótima performance do craque nacional egípcio Mo Salah – jogador do Liverpool, na Inglaterra – o país foi desclassificado ainda na primeira fase do mundial.

Um aspecto controverso da participação do Egito na Copa do Mundo da Rússia, no entanto, foi o fato de não haver nenhum jogador cristão copta. De acordo com o Philos Project, uma organização cristã dos EUA que busca “promover engajamento cristão positivo no Oriente Médio”, os cristãos coptas, que constituem cerca de 10% da população egípcia,estão sendo excluídos dos principais clubes de futebol do país. Impedidos de avançar profissionalmente, apesar de suas habilidades competitivas, os coptas estão tendo as oportunidades de jogar negadas em virtude de sua fé cristã.

Assim como no  resto do mundo, o futebol é o esporte mais popular no Egito e sempre foi tido como uma forma de promover o diálogo e a pluralidade. Porém, aparentemente, não é isso o que tem ocorrido no país, fato que também pode ser percebido na composição das equipes esportivas do Egito durante os Jogos Olímpicos de 2016, as quais não contaram com nenhum cristão copta.

As autoridades egípcias negam essa discriminação e alegam que a equipe nacional egípcia tinha um jogador copta, Hany Ramzi, entre 1988 a 2003. Além disso, tem sido notórios os esforços do atual governo em fomentar a liberdade religiosa no Egito. No entanto, os casos documentados de discriminação contra jovens coptas que sonham em jogar profissionalmente continuam a aumentar.

Dessa maneira, o Philos Project lançou uma campanha que visa mobilizar o Ministro egípcio da Juventude e Esportes, Ashraf Sobhy, bem como o presidente da FIFA, Gianni Infantino e o presidente da Confederação Africana de Futebol, Ahmad Ahmad, a abrirem uma investigação acerca das denúncias de discriminação contra os cristãos coptas nos clubes de futebol egípcio. Para participar dessa iniciativa, basta assinar a petição disponível neste link em inglês.

Caso deseje mais informações sobre isso, escreva para o Secretário Executivo do ANAJURE Refugees, Igor Sabino, em secretaria.refugees@anajure.org.br.