Escrito em por . Atualizado em 22/02/2013 11:22h.

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Jurista peruana e professora associada de Ciências Políticas no Nyack College & Alliance Theological Seminary em Nova York, a Drª Nina Balmaceda esteve presente no I ENAJURE representando uma das maiores instituições de juristas cristãos do mundo – Advocates International - da qual a ANAJURE é aliada. A Drª. Nina participou de diversos debates e painéis temáticos do ENAJURE, e entre os muitos assuntos discutidos no evento, ela abordou: liberdade religiosa, liberdade de expressão, propostas legislativas em defesa da vida, e o papel da Advocates International.

Confira abaixo uma paralelo traçado pela Drª. Nina Balmaceda entre as leis bíblicas e atual teoria dos Direitos Humanos:

Sobre o papel do Cristianismo na formação da moderna teoria dos Direitos Humanos, a jurista ressaltou que o Cristianismo nos traz o fundamento de que a humanidade foi criada à imagem e semelhança de Deus. “Isso nos brinda com o fato de que todos tem direito a igual dignidade, sem distinções de raça, gênero ou condição sócio-econômica”, resume. “A lei humana é importante, mas ela não é suficiente para mudar as pessoas, só o poder de Deus pode transformar as pessoas”.

Uma segunda contribuição do Cristianismo é apontada pela Drª Nina, e ela diz respeito ao compromisso inegociável pela justiça: “Quando falamos das garantias do Estado de Direito, tanto autoridades quanto sujeitos, têm a responsabilidade e o direito de que se cumpram as garantias fundamentais, como por exemplo o direito de defesa”.

Balmaceda finaliza sua fala explicando como as leis bíblicas, tando do Novo como do Velho Testamento, influenciaram o atual sistema de leis. Segundo ela, as Escrituras justificam o compromisso com os Direitos Humanos, desde a igualdade plena das pessoas até questões como trabalho, exploração de mão-de-obra, tráfico de pessoas, entre outros assuntos. “A plenitude da lei do Antigo Testamento foi aperfeiçoado com o evento da vinda de Cristo, e nos fornece um marco histórico muito importante, para entender a lógica dos direitos humanos na atualidade”.